Questão de Saúde
- Saúde
- FUNDATEC
- 2024
- Média
Enunciado
Paciente de 74 anos, cardiopata, obesa, em uso de AAS, enalapril e metformina. Vinha em tratamento com ibuprofeno 400 mg 2×/dia, há 10 dias, devido a um quadro de tendinite no ombro. Chega à emergência trazida pela família após episódio de desmaio em casa. Vem relatando quadro de dor em faixa em abdômen superior com irradiação para as costas há cerca de 4 dias, com piora progressiva, associado à inapetência e vômitos em borra de café iniciados hoje. No dia anterior, teve duas evacuações muito escuras e de odor forte. Após estabilização inicial, foi solicitada realização de endoscopia digestiva alta para o plantão de endoscopia, frente à hipótese de hemorragia digestiva. Durante o exame, foi identificada esofagite endoscópica com erosões longas e parcialmente confluentes ocupando 50% do diâmetro da luz esofágica, grande quantidade de coágulos na cavidade gástrica e duodenal, úlcera gástrica com 15 mm de diâmetro com fundo recoberto por fibrina espessa, sem sinais de sangramento, e úlcera de parede posterior do bulbo duodenal com 25 mm, profunda, com coto de vaso visível, sem sangramento ativo durante o procedimento. Em relação ao quadro clínico descrito, analise as assertivas a seguir: I. A esofagite descrita é moderada, devendo ser classificada como grau C na Classificação de Los Angeles. II. A úlcera gástrica descrita deve ser classificada como Forrest IIB, sendo indicado o tratamento endoscópico. III. A úlcera duodenal descrita deve ser classificada como Forrest IIA, sendo indicado tratamento endoscópico. Como não havia sangramento ativo, pode-se optar por tratar diretamente o vaso visível, sem necessidade de terapia combinada. IV. A terapia injetora com substâncias esclerosantes como etanolamina ou álcool absoluto aumenta o risco de perfuração tardia quando são utilizados grandes volumes para controlar o sangramento. Quais estão corretas?